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APÓS ENCONTRO NAS RUAS, EVANGÉLICOS E CATÓLICOS SE ABRAÇAM DURANTE ATO PELA PAZ

Houve uma época no Brasil em que católicos e evangélicos dificilmente interagiam em prol de causas comuns. Às diferenças teológicas entre os dois segmentos do cristianismo histórico serviam como impedimento para a construção de pontes em benefício de questões, por exemplo, onde ambos os grupos concordam, como os valores morais acerca da família e da liberdade, herdados da cultura judaico-cristã.

Um gesto de respeito mútuo e compreensão ocorrido no início de setembro, no entanto, no bairro de Pau da Lima, em Salvador, BA, demonstrou que essas barreiras têm sido superadas em função de causas sociais que afetam os fiéis de ambos os segmentos religiosos, como a violência.

Na ocasião, os fiéis católicos participavam da procissão de São Tarcísio quando se encontraram com o grupo evangélico da Igreja Batista, que realizava uma caminhada pela paz no mesmo local. Ao invés de simplesmente fazer com que o encontro passasse despercebido, o padre José Brito, da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, pediu que todos se abraçassem.

“Vamos cantar o abraço da paz e vamos abraçar os irmãos da Igreja Batista da Proclamação que também nas ruas, hoje, deram seu testemunho de pedido de paz”, disse ele. O momento ficou registrado em vídeo e muitos internautas elogiaram a iniciativa dos fiéis, segundo o G1.

“Evangélicos representam o cristianismo”, diz padre

Esse novo olhar dos católicos sobre o segmento evangélico vem sendo compartilhado por figuras importantes do catolicismo nacional, como o padre Paulo Ricardo, que anos atrás já foi um crítico ferrenho do segmento no país.

“A Igreja Católica já está domesticada… Estes homens que estão no poder não olham mais a Igreja Católica como instância profética… Eles [os evangélicos] é que estão representando o cristianismo em nosso país”, analisou o padre em um vídeo gravado por ele.

Em seu contexto de fala, o padre criticou o que considera conformismo por parte da liderança católica diante de questões morais que afetam a sociedade, algo que lhe trouxe vergonha. “Eu me envergonhei de ser católico”, disse ele. Neste sentido, os evangélicos são mais ativos e engajados na defesa dos princípios bíblicos.

Endossado pelo Papa Francisco

O mesmo olhar de respeito e união expressou o Papa Francisco recentemente, que também tem se manifestado no sentido de enxergar os evangélicos como um segmento cristão histórico, e não como “apóstatas”, como pregou a doutrina da Igreja Católica durante séculos.

“Em nome do Senhor Jesus Cristo, perdoem-nos!”, disse o Papa Francisco durante um discurso em visita a Turim, na Itália, onde prestigiou o templo da Igreja Valdense, fundada em 1170 como um movimento de renovação espiritual que mais tarde se tornou parte da Reforma Protestante.